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Área da unidade
territorial: 581 Km2
Latitude do
distrito sede do município: -22,56472°
Longitude do
distrito sede do município: -47,40167°
Altitude: 588 m
Prefeito 2009/12:
Silvio Felix da Silva - PDT
Estimativa
Populacional IBGE-2006: 279.554 hab.
Participação
FUNDEF-2006: R$ 24.654.480,76
Fundo Part.
Municípios FPM-2006: R$ 21.722.489,93
Estimativa
Populacional IBGE-2005: 274.906 hab.
Participação
FUNDEF-2005: R$ 20.908.719,44
Fundo Part.
Municípios FPM-2005: R$ 19.641.667,39
Estimativa
Populacional IBGE-2004: 270.223 hab.
Participação
FUNDEF-2004: R$ 17.920.648,11
Fundo Part.
Municípios FPM-2004: R$ 15.824.523,23
Resultados do
Universo do Censo 2000
Valor do Fundo de
Participação dos Municípios (FPM):
R$ 9.590.725,74
População
residente
Total: 249.046
Homens: 123.609
Mulheres: 125.437
Urbana: 238.349
Rural: 10.697
População
residente de 10 anos ou mais de idade
Total: 207.656
Alfabetizada:
195.773
Taxa de
alfabetização: 94,3%
(2004)
Estabelecimentos
de ensino pré-escolar: 106
Estabelecimentos
de ensino fundamental: 89
Estabelecimentos
de ensino médio: 29
Hospitais: 04
Agências
bancárias: 24
Breve
História de Limeira
Origem do
Nome
A história de
Limeira remonta ao século XVII, às margens do
Ribeirão Tatu, parada obrigatória dos bandeirantes.
O lugar denominado de Rancho do Morro Azul, acolheu
em 1781, uma caravana vinda da capital da qual fazia
parte o Frei João das Mercês. O religioso trazia
consigo limas, que acreditava ser eficiente no
combate de febres malígnas. O Frei foi vitimado pela
febre, morreu e foi sepultado ali. Em 1815, naquele
lugar nasceu uma bela e grande limeira. Os
bandeirantes alteraram o nome do pouso para Rancho
da Limeira.
Fundação
O povoado foi
fundado após a construção da Capela de Nossa Senhora
das Dores de Tatuhiby, em 1826, por determinação do
Capitão Luiz Manoel da Cunha Bastos. Em 1830, o
povoado passou a ser chamado de distrito de
Tatuhiby. Foi elevado a condição vila em 1842 e 21
anos depois ascendeu a categoria de cidade.
Expansão
O primeiro
passo para a modernização aconteceu em 1840, quando
o senador Vergueiro adotou, pela primeira vez no
país, o sistema de parceria com trabalhadores
estrangeiros para trabalharem nas lavouras de café,
substituindo o sistema de trabalho escravo. No
inicio deste século com a introdução da laranja
"baia", a cidade conheceu nova fonte de riquezas,
sob o titulo de Capital da Laranja.
Localização
e Território
Situada em
estratégico local de encontro de rodovias
importantes (Anhanguera, Washington Luiz e
Bandeirantes), na região sudeste do Estado, Limeira
está a 154 km da capital e a 567 metros acima do
nível do mar. A extensão territorial é de 580 km
quadrados.
Hidrografia
e Clima
A cidade está
situada na depressão periférica entre os rios
Piracicaba e Mogi-Guaçu. O clima é predominantemente
úmido, com período de seca durante inverno. A
temperatura média anual é de 25 graus Celsius, com
índice pluviométrico anual de 1.000mm.
População
O IBGE apontou
em 1996, a população de Limeira em 230.292
habitantes. A população feminina é de 115.372
habitantes e a masculina de 114.920. O crescimento
populacional registrado anualmente é de 3%. A
maioria dos habitantes tem até 49 anos (64,01%).
Economia
Limeira é hoje
a maior produtora de mudas cítricas da América
Latina e 80% dos 8 milhões de mudas produzidas por
ano são exportadas. A cultura de laranja ocupa mais
de 13% da área total do município, com uma produção
superior a 3,5 milhões de caixa de 40,8kg cada. A
plantação de cana ocupa 22% do território com 1,33
milhões de toneladas por ano.
A cidade é um
dos maiores pólos de autopeças do país, destacando o
setor de freios e rodas automotivas. Tem a maior
produção nacional de açúcar refinado do país e uma
gigantesca produção de jóias e bijuterias. Conta com
mais de 3.600 estabelecimentos comerciais e mais de
800 indústria produtoras de alimentos, máquinas
agrícolas, papel e papelão, sucos produtos químicos
e confecções.
Esportes
A cidade conta
com dois estádios municipais: o Major José Levy
Sobrinho (Limeirão) que é utilizado pela Associação
Atlética Internacional de Limeira e o Comendador
Agostinho Prada (Pradão) , cedido ao Independente
Futebol Clube.
Conta com
Centros Comunitários Esportivos localizados nos
bairros e com vários clubes que dispõem de ginásios
poliesportivos.
Mais sobre
a Fundação
Podemos
observar, pelo censo de 1822, ocorrido em Vila Nova
da Constituição (Piracicaba),que a região do Morro
Azul e Tatuiby (Limeira), tinha uma população de 951
pessoas livres e 546 escravos. Identificamos nesse
recenseamento, sesmeiros, proprietários de grandes
engenhos, sitiantes, posseiros etc...
Os caminhos
que interligavam essas propriedades e davam acesso à
Capital da Província eram precários, fato este, que
levou o Sr. Nicolau Pereira de Campos Vergueiro
(Senador Vergueiro), a encabeçar um grupo de
fazendeiros como: Bento Manoel de Barros (Barão de
Campinas), José Ferraz de Campos (Barão de
Cascalho), Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão e
outros, a pleitear junto ao Governador da Província
, a construção de uma estrada, do Morro Azul a
Campinas (São Carlos), a qual facilitaria o
escoamento da produção dos engenhos, que tinham
grande quantidade de açúcar exportável.
Atendido o
pedido, a estrada foi inaugurada em 1826. Nesse
mesmo ano iniciou-se a formação de um núcleo
habitacional, às margens dessa, constituindo-se o
Povoado de Nossa Senhora das Dores do Tatuiby. A
estrada facilitou o crescimento do comércio e
alavancou sobremaneira as atividades agrícolas na
região.
Esse povoado,
cresceu nas terras do Capitão Luiz Manoel da Cunha
Bastos, que doou 112,5 alqueires de terra, para o
desenvolvimento do mesmo, através de documento
assinado no Engenho do Ibicaba, propriedade do
Senador Vergueiro, que foi seu maior líder e
benfeitor.
Foi nessa
fazenda que em meados do século passado foi
instituída a primeira colônia de imigrantes de cunho
particular do Brasil, empreendimento que foi
responsável, pela preparação do Estado de São Paulo
e do Brasil, para a substituição do braço escravo
pelo livre. Por esse motivo Limeira é conhecida como
o "Berço da Imigração Européia de Cunho Particular".
Colonização
(fundadores):
Senador
Nicolau Pereira de Campos Vergueiro J.J. Sampaio
Bento Manoel
de Barros ( Barão de Campinas) Antonio José da Silva
Gordo, José Ferraz de Campos ( Barão de Cascalho),
Manoel Ferraz de Campos, Brigadeiro Manoel Rodrigues
Jordão e Capitão Luiz Manoel da Cunha Bastos
Origem do
Nome:
Por não termos
encontrado documentos que respaldem preferimos
acreditar que houve uma relação com a existência de
um pé de laranja lima, no entanto não podemos
afirmar com precisão esta versão.
(colaboração
de Karoline Malavasi de Castro): texto extraído do
"Suplemento Histórico, 1826 - Limeira - 1980 da
Gazeta de Limeira" :
O nome de
nossa cidade originou-se da tradicional episódio do
Rancho de Limeira.
Estas terrs
eram os sertões do Tatuhiby, banhadas pelo ribeirão
Tatu ou Tatuhiby (tatu-pequeno), cujo ponto
culminante era o Morro Azul.
Tatuhiby foi o
primeiro nome do povoado. O distrito, a freguesia e
a capela curada eram de Nossa Senhora das Dores de
Tatuhiby, mas o nome popular era Limeira.
Oficialmente
usava-se a denominação de Tatuhiby, como podemos ver
nos ofícios assinados pelo Senador Vergueiro, o
Alferes Franco e outros, que dizem: "...para
informar sobre as divisas das novas freguesias de
Tatuhiby ou Limeira e Rio Claro..." e terminam:
"Tatuhiby, 21 de março de 1832.
No primeiro
batizado, a 3 de fevereiro de 1831, está "...nesta
Capella de Nossa Senhora das Dores das Limeiras".
Nos seguintes: 16/7/1831, Capella de Nossa Senhora
das Dores de Tatuhiby, denominada das Limeiras;
28/10/1831, Nossa Senhora das Dores de Tatuhiby de
Limeira; 17/4/1832 Freguesia da Nossa Senhora das
Dores de Limeira; 11/6/1832, Freguesia das Limeiras;
e em 19/6/1832, e daí por diante, Freguesia da
Limeira.
Um ofício de
14 de março de 1831, trata da nomeação de Antônio
José Silva "...para juiz da Capella de Limeira..."
A escritura da
doação patrimonial do Capitão Cunha Bastos, datada
de 26 de fevereiro de 1832, foi lavrada "no engenho
do Ibycaba, distrito da Freguezia de Nossa Senhora
das Dores de Limeira" e refere-se à "Sociedade do
Bem Comum de Limeira".
A lista da
Guarda Nacional está assinada: "Limeira, 30 de abril
de 1833".
O nome de
Limeira não teve uma data definida de oficialização.
Começou a ser usado em documentos oficiais a partir
de 1831, logo que passou a Freguesia, abandonado aos
poucos a denominação de Tatuhiby.
No dia 3 de
fevereiro de 1831 procedeu-se à bênção da Capela de
Nossa Senhora das Dores de Tatuhiby, elevada a
Curato.
Nesse mesmo
dia, o primeiro Vigário, padre Martinho Antonio
Barreto, rezava missa e realizava o primeiro
batizado.
Não mais
existe o primeiro livro Tombo da Igreja,
infelizmente desaparecido, mas restam os Livros de
Assentamentos, de batizados, casamentos e óbitos.
O primeiro
batizado foi o que consta do primeiro assentamento:
"Aos três dias do mês de fevereiro de mil oitocentos
e trinta e hum anos, nesta Capella de Nossa Senhora
das Dores das Limeiras, baptizei e pus os santos
óleos solenemente à innocente Maria, nascida aos dez
do mesmo mês, filha legítima de Joaquim Bueno de
Camargo e de sua mulher Anna Maria de Oliveira.
Foram padrinhos Manoel Gomes de Oliveira e sua
mulher Custódia Maria de Godoy, todos applicados
desta Capella do que fiz este registro. O Capellão
Curado Martinho Antonio Barreto".
Datas
Históricas mais importantes (a omissão do dia e mês,
em algumas datas, deve-se à falta de documentação):
1826 =
Fundação ( 15/09) por decreto
1840 =
Imigração Portuguesa ( Colônia do Ibicaba)
1846 =
Imigração Alemã ( Colônia do Ibicaba )
18/04/ 1863 =
Elevação à cidade.
O
Aniversário de Limeira é comemorado em 15 de
Setembro
(fontes
www.todafruta.com.br
e www.nossosaopaulo.com.br)

ARL
- Associação dos Radioamadores de Limeira
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